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Diet ou light? Qual a real diferença?

Tanto os diet quanto os light podem apresentar diferenças em seus componentes;
Refrigerantes, adoçantes, sucos, pães, sobremesas lácteas e biscoitos, entre outros alimentos, podem ser encontrados na linha dietética, que tem seu consumo em alta. Entretanto, pouca gente sabe quais são suas diferenças e para quais casos são recomendados.

Para ajudá-lo a compreender melhor os parâmetros da boa alimentação e como usar esses produtos para chegar a ela, Viva Saúde conversou com a nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium, consultoria em nutrição e bem-estar; a nutricionista Adriana Alvarenga, gerente de informação científi ca da Gold Nutrition, e a engenheira de alimentos Simone Morandi Gomes, gerente de desenvolvimento de produto da Good Light, além de consultar fontes de referências reconhecidas para a elaboração desse tira-dúvidas bem prático.

Em sua próxima ida às gôndolas light e diet, você certamente escolherá a opção mais saudável para você.

1 – O que é DIET e o que é LIGHT?
Diet é um alimento de cuja composição foi retirado um dos nutrientes, por motivo de restrição para alguma doença. “Os mais comuns são os alimentos destinados aos pacientes diabéticos, ou seja, livres de sacarose (açúcar). Mas qualquer outro nutriente pode estar isento em um produto diet”, diz a nutricionista Adriana Alvarenga. “Pode haver também restrição de gordura ou sódio, com consumo indicado para hipertensos”, completa a engenheira Simone Gomes.

Em geral, os produtos diet se dirigem a públicos específi cos – diabéticos e hipertensos, por exemplo. Já o light é um alimento, cuja composição apresenta no mínimo 25% de redução calórica, por diminuir ou eliminar a gordura ou o açúcar.

2- Na prática, qual a diferença entre eles?
Produtos diet:Destinados á prevenção de disturbios e ou doenças, por meio de correção nutricional.

Produtos light: Possuem redução de calorias, destinados a uma dieta de baixa gordura e açúcar.
3- Só quem deseja emagrecer deve recorrer a eles? Há quem acredite que quanto mais se come produtos light ou diet, mais se emagrece: o que há de verdade nisso?
erros. Um alimento diet não necessariamente é pobre em calorias. Pelo contrário, já que normalmente esses produtos recebem maior teor de gordura para melhorar, por exemplo, o sabor. Portanto, esses produtos podem ser bastante calóricos e não contribuir para a redução de peso.

Já os produtos light são bons aliados na dieta, pois têm menos calorias. “Mas serão efi cazes apenas se a pessoa calcular os valores calóricos e consumir essas opções, obedecendo suas necessidades e não exagerando na dose – ouvimos muito ‘é light, então vou comer mais’ -, algo muito errado e comum de ocorrer”, conta a nutricionista Adriana Alvarenga.

4- Por serem mais leves, é possível comer o quanto quiser?
Nenhum alimento deve ser consumido em excesso. Aliás, o problema de abusos à mesa nunca foi exatamente o que se come, mas a quantidade ingerida. No caso do produto diet, o consumo deve ser feito posteriormente à orientação de um médico ou nutricionista e precisa estar baseado nas necessidades individuais e predisposição a doenças de cada indivíduo. Quanto aos produtos light, a ingestão também precisa ser controlada, pois os exageros podem prejudicar uma dieta de redução de peso.

5- Ambos têm menos calorias?
Tanto o light quanto o diet (quando você tira um ingrediente, ele também fica mais leve) acabam tendo menos calorias. Mas atenção com o chocolate que, na versão diet, é tão ou mais calórico que o tradicional. “O açúcar é retirado, mas em seu lugar entra a gordura. É indicado apenas para diabéticos”, alerta Simone Gomes, gerente da Good Light.

Há muita diferença entre o que esperamos desses alimentos e o que eles realmente oferecem

6- Sal light é mais saudável e indicado para pessoas com predisposição à hipertensão?
O problema do consumo do sal é a presença de sódio em sua composição.

“O sal light possui menos sódio, podendo ser sim mais saudável para os hipertensos. Mas nesse caso também é muito importante que um médico ou nutricionista faça as recomendações mais acertadas para cada caso”, reforça a nutricionista da Gold Nutrition.

“E resultado, em sabor, é diferente, o que pode não agradar ao paladar. Às vezes, então, é melhor usar menos sal ou nem usar, do que usar sal light”, completa a nutricionista Adriana Alvarenga da Gold Nutrition.

7- Refrigerantes: tem gente que toma a versão light com a ‘consciência tranqüila’, porque oferece 0% de calorias. Apesar de mais calórico, não seria mais saudável tomar um suco natural de laranja, por exemplo?

8- Qual a diferença entre um refrigerante light e um diet?
De acordo com a engenheira de alimentos Simone Gomes, não há di ferença. No início, os refrigerantes com menos calorias eram chamados diet, mas por uma questão mercadológica (os consumidores associavam o termo à ‘doença’, à ‘restrição’), o nome foi mudado para light.

Hoje, uma grande marca de refrigerantes, desta vez visando melhorar o marketing junto ao consumidor jovem – que segundo pesquisas considera o termo ‘light’ antigo -, criou a versão ‘zero’. Apenas mais uma variação na nomenclatura, sem diferença alguma quanto ao produto.

9- Há alguma contra-indicação em relação a esses produtos?
Alguns cuidados precisam ser tomados. É só observar que alimentos diet não necessariamente são de baixa caloria ou possuem menos sódio. No caso dos produtos light também precisamos dessa atenção na hora de fazer a escolha no supermercado.

Ele pode ser rico em sódio, apesar de conter menos calorias – o que seria prejudicial para algumas situações clínicas, como em casos de consumidores com predisposição a desenvolver uma hipertensão.

Se o consumidor for uma gestante, é importante avaliar o tipo de adoçante usado nos produtos diet, já que alguns são contra-indicados. “Aliás, não há necessidade de optar por esses produtos, se o peso da mãe estiver controlado. Neste caso, as calorias na medida são até bem-vindas e importantes para o condicionamento da futura mamãe e para o desenvolvimento do bebê. Mais uma vez prevalece o cuidado nutricional por meio de de acom panhamento médico ou de um nutricionista”, adverte Adriana.

Produtos light em excesso engordam

10- Light e diet são produtos mais saudáveis do que os convencionais?
Não necessariamente. “É importante avaliar a composição do alimento como um todo. Os produtos diet, por exemplo, tendem a ter muita gordura e mais calorias, o que hoje vai contra as recomendações médicas.

Lógico que se consumido dentro das recomendações, o alimento será importante para a terapia nutricional do paciente”, garante Adriana Alvarenga. Para a engenheira de alimentos Simone Gomes, no caso dos produtos light, a tendência é que sejam mais saudáveis, já que normalmente estamos falando de uma redução da gordura total, o que inclui gordura saturada e gor dura trans ou até mesmo açúcar. Existem situações, porém, em que o ali mento perdeu a gordura, mas em compensação recebeu um excesso de açúcar, que sabemos atualmente também estar associado indiretamente ao maior risco de obesi dade, doenças cardiovasculares, dia betes e alguns tipos de câncer, como o de cólon, por exemplo.

11- Todos são isentos de açúcar?
Só os produtos diet e, mesmo assim, se forem destinados ao consumo de pacientes diabéticos. Lembre-se que um produto dietético pode ser desenvolvido sem algum nutriente, mas não necessariamente sem açúcar. Os produtos light nem precisam ter essa exclusão, desde que apresentem uma composição com 25% menos calorias (açúcar, gordura ou sódio) que o produto convencional.

Fique atento aos rótulos e garanta mais benefícios

12 – Adoçantes fazem mal à saúde?
A legislação brasileira indica os valores permitidos de adoçantes em produtos industrializados. Ela prevê os limites máximos de uso para que não gere danos aos consumidores. Normalmente esses limites são muito abaixo, inclusive do realmente tolerado, para que haja mais segurança no seu consumo. No caso de dúvida, consulte um profi ssional de saúde.

13- O que observar nas embalagens dos produtos light e diet?

14- Crianças podem consumir produtos light e/ou, diet?
Se a criança é diabética, normalmente ela recebe um acompanhamento nutricional e a inclusão desses produtos diet já é prevista em sua rotina alimentar diária.

Porém, por se tratar de crianças, os cuidados com a ingestão desses produtos devem ser ainda maiores. “As recomendações nutricionais para a garotada são muito diferentes das direcionadas aos adultos, especialmente no que se refere ao consumo de adoçantes. Por isso, apenas um médico ou nutricionista pode acompanhar cada caso individualmente”, reforça Adriana Alvarenga.

Vale lembrar que a obesidade infantil tem crescido assustadoramente e inclusive muitas doenças crônicas relacionadas aos adultos (como diabetes tipo 2, dislipidemia, entre outras) estão atingindo as crianças. “Estudos demonstram que isso está relacionado diretamente com os hábitos alimentares atuais. Por isso, investir em uma alimentação mais saudável é fundamental. Médicos pediatras que tratam de crianças obesas costumam indicar produtos com menor teor calórico. Nesse caso, os produtos light seriam os mais indicados”,Ressalta a nutricionista Adriana.

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